Dona Fifi aos 19 anos.

Apostilas eletrônicas de Dona Fifi
DUAS GRANDES FÍSICAS:
MARIA CURIE e LISE MEITNER



Maria e Pierre Curie.

Não tive a oportunidade de conhecer pessoalmente Maria Curie. Quando estive, pela primeira vez, na Europa ela já era uma celebridade, viúva, duas vezes prêmio Nobel, e dificilmente receberia uma quase adolescente para conversa fiada. Na verdade, faleceu pouco depois de minha chegada ao continente europeu.

Não há a menor dúvida, porém, de que se tratava de uma grande mulher. Nasceu em Varsóvia, em 1867, e como, desde cedo, já decidira estudar física, teve de se mudar para a França pois as universidades polonesas não aceitavam estudantes do melhor sexo. Em Paris conheceu Pierre Curie, com quem casou e teve duas filhas, Irene e Eva. Pierre foi seu parceiro de pesquisas até morrer, em um infeliz acidente , em 1906.


Maria Sklodowska Curie
As descobertas sobre a radioatividade transformaram Maria Curie em celebridade mundial. Os jornais falavam dela como uma heroína ou uma santa. Todos conheciam e admiravam Madame Curie, sem saber que ela detestava essa denominação machista, como se não tivesse nome próprio. Certamente, ela merecia toda essa admiração, pois era uma pessoa desprendida de interesses materiais, toda dedicada a seu trabalho. Durante a primeira grande guerra, Maria e Irene organizaram um serviço para atender aos soldados feridos, utilizando os raios-X. Usou o dinheiro ganho com seus prêmios Nobel para criar um centro de pesquisas, o Instituto do Rádio, dedicado à pesquisa do uso de técnicas nucleares no combate ao câncer.

Mas, mexer com material radioativo sempre foi e ainda é um grande risco. Maria Curie contraiu leucemia, certamente causada pela prolongada exposição à radiação penetrante oriunda dos materiais que estudava. Morreu dessa terrível doença em 1934. Algum tempo depois, examinando seus livros e cadernos de anotações, os técnicos verificaram que estavam fortemente contaminados. Colocando filmes sobre esses papéis, chegaram até a obter impressões digitais da cientista, nos locais em que ela encostara os dedos.

O elemento transurânico de número atômico 96 não existe naturalmente mas pode ser fabricado em reatores nucleares. Ao ser descoberto, recebeu o nome de Curio, em homenagem à grande polonesa.

Nas próximas apostilas, vamos falar um pouco da física e química da radioatividade. Mas, antes, preciso explicar o que são isótopos.


Apostila 4: Os isótopos e a estabilidade do núcleo.

Apostila 5: A radioatividade e o decaimento do núcleo.

Apostila 6: Uma tarde no laboratório de Lise Meitner e Otto Hahn.

Apostila 7: Bombardeando núcleos com neutrons.

Apostila 8: Lise Meitne, a fissão nuclear e o prêmio Nobel.