SEARA DA CIÊNCIA

A ANTIMATÉRIA


Trilhas deixadas por um elétron (matéria) e um pósitron (antimatéria) ao se formarem em uma câmara de nuvens.

Algumas coisas da Física moderna parecem mais ficção científica do que realidade. Uma delas é a antimatéria. Desde que foi prevista pelo físico inglês P. A. M. Dirac, em 1928, e descoberta experimentalmente pelo americano Carl Anderson, em 1932, a antimatéria excitou a imaginação do público e passou a ser objeto de especulação de muita gente. Pelo menos duas razões para esse interesse e curiosidade já surgiram desde o início. A primeira foi a hipótese feita por Dirac da existência, até então ignorada, de um "mar" de partículas com energia negativa coexistindo, totalmente insuspeitado, com nosso universo observado. A outra, foi a constatação de que matéria e antimatéria, ao se encontrarem, deveriam se aniquilar mutuamente com uma espalhafatosa produção de energia. Logo, surgiram especulações sobre a possível existência de galáxias, estrelas, planetas e, quem sabe, até seres inteligentes feitos de antimatéria. Prato cheio para autores de ficção científica.

O que é verdade e o que especulação nessa história da antimatéria? Essa Seção Especial vai procurar esclarecer um pouco essa questão. Vamos contar como Dirac fez sua previsão e quais são as implicações cosmológicas da aparente preferência que a natureza tem pela matéria sobre a antimatéria.


P. A. M. Dirac e a teoria do elétron.

Previsão da antimatéria e sua descoberta experimental.

Por que o Universo tem muito mais matéria que antimatéria?

As simetrias C, P e T e suas oportunas violações.

Paul Dirac e sua mania pela precisão de linguagem.