SEARA DA CIÊNCIA
Já nos acostumamos com os espelhos. Ainda assim, existe algo de temível nessa duplicação visual da realidade.

Jorge Luis Borges


O objeto da figura (A) é simétrico. O objeto da figura (B) não é. Para qualquer um de nós, essa afirmação é tão evidente quanto dizer que (A) é azul e (B) é vermelho.
Como distinguir um objeto simétrico de outro, não simétrico? A ciência tem métodos para isso. Um deles consiste em catalogar algumas operações ditas "de simetria" e testar como o objeto se comporta quando submetido a essas operações. Se, após a operação, o objeto estiver em uma configuração indistinguível da que tinha antes, diz-se que ele é simétrico em relação a essa operação. Explicaremos isso melhor nas próximas seções.

Entretanto, o estudo da simetria na Física, na Matemática e em outras ciências, envolve sutilezas bem mais profundas que um simples catálogo de operações. Nas seções que se seguem falaremos um pouco sobre essas utilidades técnicas da simetria. Depois de lê-las, talvez você passe a ver as simetrias desse mundo com outros olhos, descobrindo detalhes e conexões que antes passavam despercebidas.


Qual é termo seguinte da série acima?


NOTA: Um exemplo simples do uso da simetria na solução de um problema de Física é dado em nossa seção EIS A QUESTÃO.

Algumas operações de simetria.

A simetria dos espelhos.

Cristais simétricos e assimétricos.

A primeira descoberta científica de Louis Pasteur.

Assimetria das moléculas biológicas.

Emmy Noether e seu teorema.