( Parte da capa do "Diálogo sobre os Sistemas do Mundo", de Galileu Galilei, 1632. ) SEARA DA CIÊNCIA


A ELETRICIDADE DAS TEMPESTADES


"Por momentos um cúmulus compacto, de bordas acobreado-escuras, negreja no horizonte. Deste ponto sopra, logo depois, uma viração, cuja velocidade cresce rápida, em ventanias fortes. A temperatura cai em minutos e, minutos depois, os tufões sacodem violentamente a terra. Fulguram relâmpagos; estrugem trovoadas nos céus já de todo bruscos e um aguaceiro torrencial desce logo sobre aquelas vastas planícies."

Assim descreve Euclides da Cunha a tempestade, uma das mais espalhafatosas manifestações da natureza, objeto de estudo de filósofos e cientistas desde a antiguidade. A física das descargas elétricas atmosféricas, os raios, ainda não está completamente desvendada mas os especialistas até que já sabem alguma coisa.

Esse é o tema desta seção. Em nosso relato, vamos admitir que você já conhece um pouco de eletricidade, sabe o que é um campo elétrico, um potencial, uma corrente e um capacitor. Será uma exposição bem simplificada, por razões óbvias. A intenção é dar um esboço geral dos fenômenos e, possivelmente, despertar o interesse de futuros físicos da atmosfera. Mais detalhes podem ser encontrados em livros e locais citados no fim da última página.


Página 1: O capacitor planetário de Lord Kelvin.

Página 2: A curiosa curva de Carnegie.

Página 3: O gerador global: as tempestades.

Página 4: A eletricidade das nuvens de tempestade.

Página 5: Anatomia de um raio.

Página 6: Fatos e mitos sobre raios e tempestades.